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2007/04/17

Acacias




"E teve alli um momento delicioso, descrevendo-lhe a quietação da quinta, a entrada por uma rua d'acacias, e a belleza da sala de jantar com duas janellas abrindo sobre o rio..."









"Mas depois, ao regressar da quinta, vinha já mais calmo. Pisára a linda rua d'acacias que os pés d'ella pisariam na manhã seguinte dera um longo olhar ao leito que seria o leito d'ella, rico, alçado sobre um estrado, envolto em cortinados de brocatel côr d'ouro, com um esplendor sério d'altar profano..."


"Dahi a poucas horas, encontrar-se-hiam sós n'aquella casa muda e ignorada do mundo; despois, todo verão os seus amores viveriam escondidos n'esse fresco retiro d'aldêa; e d'ahi a tres mezes estariam longe, na Italia, á beira d'um claro lago, entre as flôres d'Isola Bella..."
Eça de Queiros - Os Maias

Madredeus - O pastor
(Post provocado por Rifo I de Zeuquirne que me lembrou a fascinación polas acacias)

7 comentários:

homedareia disse...

ser sonche bonitas, mas seica son invasoras e parásitas, anda con ollo que che infestan a casa e bótante a ti fóra... :)

X disse...

Daquela procurarei evitar a invasión :D

pepe disse...

Belo texto, belas fotos, X. Pena que o homedareia tenha razão.
Um bom dia para si!

Moralla disse...

PRECIOSO, NORABOA A TI E A RIFO POR PROVOCAREN ESTE POST TAN LUMINOSO. POR CERTO, MADREDEUS É POESÍA FEITA NOTAS DE MÚSICA, GAIVOTAS OLLANDO CARA O CEO INFINITO.
BICA
y;-)

Doutora Seymour disse...

Nunca un parásito foi tan fermoso, ó fin... que somos nós?

X disse...

E vostedes non saben aquilo de que a beleza se atopa en todas as partes, velaí a proba, ata nas acacias por moi parasitos que sexan.
Saúdos aos catro.

Rifo I de Zeuquirne disse...

Moitas grazas polo que me toca neste seu blog, alégrome de ter inspirado estas fermosas palabras.
Gustoume moito.
Xa sei que son invasoras, pero como di a doutora seymour, nunca un parásito foi tan fermoso.
Un saúdo.